quarta-feira, 14 de maio de 2008

CIA do Macaco Prego encena “Se a Memória Não Me Falha...”















Macaco Prego encena “Se a Memória Não Me Falha...”

Espetáculo resgata a história de Epitaciolândia por meio de relatos orais.
Grupo teatral é formado por jovens estudantes da rede pública do Estado.
A Companhia do Macaco Prego, grupo de teatro criado em 1999 com a estréia do espetáculo “A Lama”, de autoria do historiador Marcos Fernando, volta ao circuito teatral com dois espetáculos: “Era Uma Vez na Amazônia”, sobre os mistérios e lendas da região, e “Se a Memória Não Me Falha...”, texto que resgata a história de Epitaciolândia através de relatos orais. Os dois textos são de autoria de Marcos Fernando.
Projeto aprovado pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura, através da Fundação Elias Mansour, “Se a Memória...” tem estréia no próximo dia 26, no Centro de Cultura e Florestania de Epitaciolândia, na comemoração dos 15 anos do município, 28 de abril. O elenco é composto por onze jovens, estudantes de escolas públicas do Estado, e o interessante do projeto é que todos participaram do processo de montagem, numa construção coletiva do espetáculo.
Para a coordenadora do projeto Sheyvane Magalhães, gestora de Políticas Públicas, a idéia é reavivar a memória local e oportunizar à comunidade o acesso ao conhecimento de fatos de sua história e da realidade em que vive, tudo isso, através da montagem do espetáculo teatral. Outro conceito é democratizar o acesso aos bens culturais, no caso, o teatro aproximando os jovens das artes cênicas.“Os meios de comunicação distorcem a nossa realidade e o sistema de ensino público, além dos livros didáticos, não dispõe de vastos recursos pedagógicos que possibilitem a discussão sobre a história local. Pretendemos familiarizar a juventude local com as raízes históricas da região possibilitando um fecundo debate sobre a historiografia regional”.
O projeto trabalhou em três etapas. A primeira envolve a aquisição de equipamentos, planejamento da equipe e pesquisa de campo, em seguida a sistematização, estudo, reflexão, debate, leitura dramática do conteúdo e laboratório de personagens, finalizando com os ensaios,confecção de figurino alternativo, produção, divulgação e apresentação do espetáculo.
SERVIÇOQuando: 26 de abril, às 18 horas. Onde: Centro de Cultura e Florestania de Epitaciolândia.

O papel da Educação na sociedade Tecnológica

A educação tem um papel crucial na chamada "sociedade tecnológica". De fato, é unicamente por meio da educação que teremos condições, enquanto indivíduos, de compreender e de se situar na sociedade contemporânea, enquanto cidadãos partícipes e responsáveis. E as novas tecnologias devem ser compreendidas como elementos mediadores para a construção de uma nova representação da sociedade. Geralmente, as discussões em torno das novas tecnologias e de sua influência na sociedade, em todos os setores e dimensões, se apóiam sobre uma certa exaltação deste tema, atribuindo-lhe praticamente o estatuto de novo paradigma fundamental, futuro regulador das interações sociais, culturais, éticas e profissionais numa nova sociedade que urge em tomar forma. Mas, qualquer que seja a ótica das discussões sobre o assunto, é inegável, e isto vem sendo repetido continuamente, que precisamos aprofundá-lo, pois suas repercussões sobre nossa sociedade ainda não foram suficientemente exploradas.

Raquel de Almeida Moraes Doutora em Filosofia e História da Educação pela Unicamp.Professora do Departamento de Planejamento e Administração da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília.Vice-coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisas da Plataforma Lattes do CNPq em Aprendizagem, Tecnologias e Educação a Distância.

Sociedade, educação, tecnologia e os usos nos processos educativos.

Uma aproximação à questão

As relações entre o homem e o meio sempre foram mediadas pelas tecnologias vigentes em cada momento histórico. Desta forma, elas tiveram um papel fundamental na revolução agrária, a qual fixou o homem a um espaço geográfico, movido pela possibilidade de semear a terra. Assim, deixamos de ser nômades. Este fato não teria sido consumado sem as ferramentas criadas pelos humanos. A idéia original foi utilizar as tecnologias com o objetivo de mediar as relações humanas com a natureza para proporcionar melhorias no bem estar coletivo. Entretanto, a medida que nos fixamos para semear a terra e que nos mantivemos em um mesmo lugar por longos períodos de tempo, começou a exploração da natureza pela humanidade, materializada, nesse caso, pelo esgotamento do solo.

Na Revolução Industrial, que ao longo do tempo foi concentrando a humanidade em grandes cidades, o uso das tecnologias assumiu conotações mais fortes. Entre todas as transformações introduzidas nas relações sociais e no modo de vida das pessoas de uma forma geral, merece destaque, o surgimento da classe operária e a conseqüente perda que tiveram os artesãos de suas ferramentas de trabalho (tecnologias), pois essas tornaram-se “obsoletas” por não mais servir aos novos modos de produção. Como resultado, o trabalhador (artesão) deixou de conhecer todo o processo de fabricação dos produtos que manufaturava (conhecimento geral e amplo) para ser um operário fabril, com qualificação apenas para inserir uma determinada peça em um lugar específico e predefinido por outro (conhecimento restrito e "especializado").
A sociedade atual é caracterizada por múltiplas denominações, como a sociedade em rede (Castells, 1997), a revolução semiótica (Dieterich, 1999), além de outros termos mais utilizados como sociedade pós-moderna, sociedade da aprendizagem, sociedade da informação, sociedade do conhecimento e muitíssimas outras adjetivações, mas o importante é que, qualquer que seja a denominação, sua "marca registrada" é a compressão do tempo e do espaço, as quais viabilizam o rápido avanço da globalização econômica, que potencializa cada vez mais a separação entre os que têm acesso aos bens produzidos por esse modelo sócio-econômico daqueles que estão à margem desse processo. Para isto contribui significativamente, as tecnologias da informação e da comunicação.

Texto: Henrique Moura Dante

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Papel do educador em artes









O professor de artes tem um papel de fundamental importância para a educação inclusiva,ele é responsálvel pela metodológia,criativideade que vai desenvolver em suas aulas.O papel do educador na escola é fazer com quer as crianças saiam da escola sendo criticas, sabendo o que fazer, e agir diante da sociedade. Hoje, o professor tem uma meta importante na sociedade. São eles, quem forma os médicos, juiz, os artistas. todos eles, passam pelo educador ou o banco de uma escola.
O educador pra mim não é só aquele que educa dentro da escola, e sim, aquele que incentiva, emotiva os pais das crianças acreditarem na escola, fazendo com que elas aprendam em casa, e possa trocar experiências com o órgão educador.

Exposições
















Nossa Terra" é a primeira exposição da Biblioteca da Floresta Ministra Marina Silva, e ela trata de temas relacionados à cultura, educação e meio ambiente. O visitante tem a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a origem do Sistema Solar, do planeta Terra, a formação dos continentes, das espécies animais e vegetais nos vários períodos geológicos. Ele pode, também, aprender sobre o surgimento dos grandes lagos amazônicos, da megafauna, os Geoglifos, a diversidade cultural dos povos da floresta, a luta de Chico Mendes e os aspectos do desenvolvimento socioeconômico e ecológico abordados no Zoneamento Ecológico Econômico - ZEE. A exposição está distribuída nos espaços da Biblioteca da seguinte forma: no térreo, uma seqüência contínua de painéis, dividida em quatro ambientes: o Sistema Solar, a formação da Terra e da Lua, a Deriva Continental, os Geoglifos, a Megafauna e a Biodiversidade da Floresta Amazônica, mostrando a cronologia dessa formação sob o ponto de vista histórico e científico. No segundo piso, onde se localiza o Espaço Povos da Floresta, o visitante poderá fazer uma "viagem" pela diversidade sociocultural do Acre, por meio de painéis, livros, vídeos, exposições de elementos da historia e da cultura material dos povos indígenas, sementes nativas e mapas do Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE-AC). Com proposta inovadora, a exposição “Nossa Terra" aborda os conhecimentos em diferentes formas de linguagem, de maneira a alcançar diferentes faixas etárias e níveis de conhecimento, oferecendo palestras e atividades culturais. A exposição Nossa Terra tem um espaço destinado à "contação" de histórias e apresentação de vídeos com temas relacionados à vida e suas origens, meio ambiente, Terra, populações tradicionais, a Amazônia do passado e do presente, e ao Acre com sua riqueza natural e cultural. Com tais atividades pretende despertar o senso de florestania e possibilitar o diálogo entre os diversos saberes, apresentando a Amazônia sob a ótica de quem vive e trabalha nela, proporcionando mudanças de atitudes em relação à diversidade sociocultural, ao meio ambiente e a utilização sustentável dos recursos naturais. A intenção é gerar um novo olhar sobre o Planeta, o ser humano e sua complexidade, oferecendo aos visitantes elementos de reflexão sobre a importância do compromisso individual e coletivo para a sobrevivência do planeta, da Amazônia e do seu povo. Navegue pela Exposição Nossa Terra Térreo Sistema SolarFormação da Terra e da LuaDeriva ContinentalMegafauna GeoglifosBiodiversidade da Floresta Amazônica 2º Piso Espaço Povos da Floresta Arquivo Chico MendesPovos IndígenasExposição de artefatos indígenas Sementes na vida dos povos da floresta Ficha técnica da exposição

Conheça a Biblioteca da Floresta







A Biblioteca da Floresta Ministra Marina Silva é especializada em assuntos
e autores da Amazônia e do Acre. Entre seus objetivos consta: (1) organizar a informação histórica e atual sobre desenvolvimento sustentável; (2) tornar acessíveis ao público os trabalhos de pesquisas acadêmicas e técnicas; (3) divulgar os resultados de estudos, pesquisas e projetos em execução na região; e (4) promover o diálogo entre os saberes dos povos da floresta e o saber científico. Leia Mais
bibliotecadafloresta.ac.gov.br/biblioteca

Letra da musica: tecnologia é real
















Composição:Verônica Rodrigues

Tecnologia é real.

Não precisa mais sair de casa para ir à escola
E só ligar o computador que tudo vai aparecer
Aparecer, aparecer, aparecer.
Aparece tudo pra você

Refrão

Não podemos mais fugir
E só acreditar
A tecnologia è real
Basta só um clik pra você conectar
Conectar, conectar, conectar, basta só um clik para você conectar.
Esse é um som pra você que é navegador, jogar, estudar e também namorar.
Conectar, conectar, conectar, basta só um clik para você conectar.

Refrão

Não podemos mais fugir
E só acreditar
A tecnologia e real
Basta só um clik pra você conectar
Conectar, conectar, conectar, basta só um clik para você conectar.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Característica Geral de Brasiléia

verônica Rodrigues

Característica Geral de Brasiléia:
A cidade de Brasiléia é a maior da regional do Alto Acre e Capixaba. Possui um centro urbano pitoresco com palmeiras imperiais e um vínculo tradicional com o seu entorno rural.

História do Município:

Brasiléia foi fundada em 3 de julho de 1910 por Dr. Luiz Barreto de Menezes. A emancipação para município ocorreu em 24 de dezembro de 1938, através do Decreto Lei Federal nº. 968. O nome origina-se da união das palavras Brasil e Hiléia (floresta em latín). Em 28 de abril de 1992 Brasiléia perdeu parte do município, através do plebiscito, que decidiu sobre a criação do Município de Epitaciolândia, antiga Vila Epitácio (Lei Estadual nº. 1.026).
Localização:
A cidade de Brasiléia está localizada na fronteira com Bolívia a 235 km de distancia ao oeste de Rio Branco, capital do Estado do Acre.
Limites Territoriais:
O território do Município de Brasiléia limita no leste com os municípios de Epitaciolândia, Xapuri e no sul com o Departamento Pando da Bolívia. O Rio Acre forma a fronteira internacional. No oeste Brasiléia limita com Assis Brasil e no norte com os territórios municipais de Rio Branco e Sena Madureira.
Alguns Números:
A população do município de Brasiléia estima-se em 18.056 habitantes no ano 2006. Em 2005 os então 17.721 habitantes eram distribuídos em 9.569 na zona urbana (equivalendo a 54%) e em 8.152 na zona rural (equivalendo a 46 %).
A superfície territorial do município é 3.918 km², equivalendo a 22,3 % da Regional do Alto Acre (17.594 km²) e 2,4 % da área do Estado do Acre (164.221 km²). A densidade populacional média de todo o município se calcula em 4 habitantes / km².
Recursos Hídricos:
O território do município de Brasiléia é banhado pelos Rios Acre e Xapuri. Sua parte norte coincide com a alta bacia do Rio Xapuri. O trecho médio do Rio Xapuri constitui o limite com o município de Xapuri. A bacia hidrográfica do Rio Acre está compartilhada ao longo da fronteira internacional de Brasiléia com Bolívia. Ambos os rios possuem uma densa rede de afluentes menores.
Vegetação:
As associações vegetais mais representativas da regional são a Floresta Ombrófila Aberta com Palmeiras e a Floresta Ombrófila Densa. Em planícies aluviais na última abunda a seringueira. Ambas as associações aparecem em todos os municípios da regional.
Da área total do município de 3.918 km² foram desmatados até o ano 2004 aproximadamente 1.074 km² ou 27,4 %.
Potenciais Econômicos:
A área de livre comércio na fronteira foi instituída, sem ter sido regulamentada ainda. Registra-se uma intensa interação comercial com o vizinho município Boliviano de Cobija. A população economicamente ativa se caracteriza por trabalhadores rurais, funcionários públicos e comerciantes. Recentemente estão surgindo ofertas se serviços turísticos.
Calendário de Eventos:
As atividades festivas mais significativas de Brasiléia são: o aniversário da cidade no dia 3 de julho, o Arrastavale (festa junina) e o tradicional Carnavale (carnaval fora de época) que ocorrem nos meses de junho e julho, circulando durante vários dias de festa mais de 20.000 turistas no município. Outras datas importantes são o 17 de setembro – festa da Nossa Senhora Aparecida, o dia 4 de outubro – festa de São Francisco (Santo Padroeiro da cidade). Em outubro também têm a Festa da Castanha com uma amostra de artesanato regional.
Hino de Brasiléia:
Salve, salve ó BrasiléiaSentinela da FronteiraEncravada na hiléia·.

Da Amazônia Brasileira.
Glória a teus fundadoresTeus valentes pioneirosAcirrados defensoresDestes paramos brasileiros.
(estribilho)
Os nomes de teus heróisTodos guardam na memória Brilhando como faróis,Nas paginas de nossa história.
O Acre e o BaiaConsagram tua existência Neles se notam todavia Vestígios de tua opulência.
És tão bela de verdade E teu povo vive em festa És sorriso de cidade És sorriso de floresta.
Brasiléia és altivaPovo humilde hospitaleiroTens um feitiço que cativaA todos, a todos os forasteiros. (estribilho)

Produtores leiteiros de Brasiléia participam de curso de higiene na ordenha leiteira

Verônica Rodrigues

O SENAR através do programa pecuária leiteira sustentável, em parceria com o SEBRAE, realizou dia 07 abril em Brasiléia um curso de capacitação sobre higiene na ordenha e qualidade do leite, para produtores que fazem parte do projeto balde cheio.
A intenção é aumentar a produção e a qualidade de leite no acre comentou o supervisor de curso do Marcelo Diógenes.
O produtor leiteiro e presidente da COPLAC - cooperativa de produtor leiteiro Ailson Alves a capacitação é uma oportunidade de melhorar cada vez mais sua produção.
De acordo com informações do SENAR que apesar dos índices positivos sobre a quantidade de leite produzido no Brasil, este número é baixo se comparado a de outros países de cultura leiteira.
Uma das metas do programa pecuária leiteira é trabalhar para o crescimento da bacia leiteira nos municípios de plácido de castro, Acrelândia, senador Guiomard, capixaba, Bujari, Brasiléia e Epitaciolândia.

Jovens de assentamentos de Brasiléia serão beneficiados com curso técnico agro-florestal.

Verônica Rodrigues

Nesta quarta-feira dia (07) foi realizada na escola Valéria Bispo Sabala, no km (26), estrada do Pacifico uma reunião para selecionar jovens dos assentamentos do município de Brasiléia que irão participar do projeto de educação profissional para reforma agrária.

Doze jovens serão beneficiados diretamente representando as comunidades rurais. O projeto de educação profissional para reforma agrária é uma realização do governo do estado, através do instituto Dom Moacyr em parceria com o INCRA e prefeituras.

“Durante o curso os alunos farão junto às comunidades o diagnóstico sócio-econômico dos assentamentos e a elaboração coletiva do plano de desenvolvimento. Por esta razão, a participação de todos é importante, desde o processo de escolha dos jovens que vão participar do curso até o momento em que as atividades se realizam nas comunidades”. Disse Irailton Lima Coordenador do instituto Dom Moacyr.

domingo, 4 de maio de 2008

Mistura cultural no Alto Acre

Os índios do Acre
As populações indígenas do Estado do Acre vivenciaram, nos últimos cem anos, um processo histórico que promoveu profundas mudanças nos seus modos de vida. A chegada do não-índio foi sucedida por muitos conflitos e choque com as culturas aqui existentes. Muitas etnias que antes existiam não existem mais, muitas línguas faladas não sobreviveram à ocupação não índia na região. As sociedades indígenas acreanas, do ponto de vista da língua e da cultura, são hoje minoritárias.
A região onde hoje está situado o estado do acre, já estava ocupada muito antes da chegada dos colonizadores, por índios pertencentes a diversos grupos. Estima-se que antes do contato com os não indígenas existiam mais de 50 povos indígenas. Atualmente se tem noticia de dezesseis grupos, conhecido oficialmente em contato com a sociedade "Branca” pertencentes às famílias: Arauk, Pano e Arawá.
O Acre também é uma região com índios sem contatos. Com 25 anos de luta pelos seus direitos, os índios do acre já conquistaram 28 terras indígenas no estado. Dessas, 13 estão regularizadas, 4 registradas,6 demarcadas,1 declarada,1em definição e 25 estão interditadas. Estas 28 terras estão distribuídas em 11 municípios do acre e apupando uma área aproximadamente de 21.092.570 hectares. Estima-se que a população indígena no acre seja aproximadamente 10.562 indivíduos.
Esses povos tinham a sua própria história, seus modos de vida, sua cultura e tradições, sua religião e sua sabedoria. Muitos destes povos desapareceram, subjugados pela violência e doenças desconhecidas trazidas pelo branco. Tempo das malocas, das correrias, do cativeiro e dos direitos.
Tempo da antiguidade.
A longa história do povoamento humano da América e do Acre começa entre 20.000 e 12.000 anos atrás, por grupos humanos vindo da Ásia. Segundo alguns pesquisadores, nessa época a Amazônia era uma ampla extensão de savanas, com apenas algumas manchas de floresta ao longo dos rios. Com o passar do tempo, o clima do planeta começou a esquentar. Isso ocasionou um aumento da umidade e expansão dos sistemas florestais, favorecendo a proliferação de uma forma terrestre e aquática de pequeno porte.
Assim. Foi nesse tempo de profundas mudanças climáticas que novas formas de organização surgiram, pois os povos pré-históricos passaram a contar com recursos alimentares mais diversificados, além de começar a praticar o plantio de raízes (principalmente mandioca), fabricar cerâmica e a ocupar os lugares por um tempo mais prolongado. São vestígios dessa época, os sítios arqueológicos existentes no Estado. Sítios de povos ceramistas em sua maioria, que incluem os sítios com grandes formas geométricas de terra, que variam entre 350 a 150 metros de diâmetro, construídos principalmente em áreas de terra firme. Mas não só, por todos os vales acreanos centenas de sítios arqueológicos. Da.
Tempo das malocas
É o tempo da vida dos indígenas antes do contato com o cariú (homem branco), antigo para os índios do Acre e do sudoeste do Amazonas. Portanto, o tempo das malocas é o mais É um tempo muito longe, que vem desde o começo do mundo tempo das histórias de antigamente, dos mitos.
Tempo das correrias
Com a implantação dos seringais, os índios tiveram suas terras invadidas e seu povo perseguido para ser aprisionado, expulso ou exterminado. Os primeiros exploradores começaram a chegar à região acreana a partir de 1860. Milhares de homens, vindos de toda parte do Brasil e do mundo, passaram a subir os rios estabelecendo imensos seringais em suas margens. Nessa época, teve início à verdadeira corrida pelo ouro negro, a borracha extraída da seringa e depois defumada. Em poucos anos, os povos nativos da região se viram cercados, sem ter para onde fugir e como resistir à enorme pressão que vinha do capitalismo internacional, cada vez mais ávido por esse produto. Os povos indígenas eram visto como obstáculos da exploração da borracha começaram a ser dizimados através das chamadas correrias, expedições armadas feitas com o objetivo de matar as lideranças das aldeias, aprisionar homens e obter mulheres para serem vendidas para seringueiro. O ritmo da exploração da região só aumentou, levando ao extermínio inúmeros grupos indígenas, que por vezes eram exterminados por colaborarem com os brancos, se submetendo ao risco de doenças a qual não tinham imunidade.
Tempo do cativeiro
No tempo do cativeiro os índios eram aprisionados e obrigados a trabalhar nos seringais. O primeiro ciclo da borracha foi época de formação dos grandes seringais, Alguns grupos, para não desaparecerem, tiveram que adotar algumas formas de vida dos brancos, ou seja, passaram a construir casas caboclas (modelo utilizado pelo branco), a depender de armas, de ferramentas diferentes das suas, a falar o português e muitas vezes o espanhol (aprendido com os peruanos e bolivianos).
A maioria dos patrões tratava os índios pior do que tratavam seringueiros nordestinos. Como não sabiam ler e entendiam pouco o português, os índios eram constantemente enganados, desde o peso da borracha até a compra de mercadoria nos barracões. Com isso, acumulavam enormes dividas nos seringais e nunca tinham saldo, transformando-se em prisioneiros dos seus patrões.
Tempo dos direitos
Durante décadas de cativeiro os povos nativos do Acre sofreram uma enorme degradação e perda da sua cultura tradicional, preconceito da sociedade não-índia, a expropriação de suas terras, a falta de políticas de assistência à saúde, à educação, levou-os a uma grave condição econômica e social.
Os primeiros indícios de mudanças começaram em 1976, com a instalação da FUNAI (Fundação Nacional do Índio) no Acre e sul da Amazônia, dando início a demarcação das terras dos povos nativos do Acre. Surgiram, então, em diversas aldeias as primeiras cooperativas que proporcionaram condições objetivas para que as comunidades se libertassem do domínio dos patrões.
Podemos imaginar os conflitos que surgiram nesse processo, pois os patrões não estavam dispostos a abrir mão daquilo que acreditavam que tinham direito. Isso resultou em muitas emboscadas, histórias de pistoleiros e jagunços, mortes anunciadas ou não. Nesse contexto, surgiu a Aliança dos Povos da Floresta-formada por índios, seringueiros e ribeirinhos que representou um grande avanço na luta contra a exploração predatória das florestas acreanas.
Espaço de valorização da Cultura dos Povos
Indígenas do Acre
Hoje no acre, em especifico na capital, Rio branco existe vários espaços de valorização e resgate da cultura indígena. Como a casa dos povos da floresta, biblioteca Ministra Marina Silva, Palácio Rio Branco, dentre outros.
A Biblioteca da Floresta Ministra Marina Silva propõe a valorização dos povos do saber tradicional presentes no Estado. Para tanto, uma exposição composta por um conjunto de painéis com texto e fotografias das dezesseis etnias indígenas do Acre (Ashaninka, Jaminawa Arara, Katukina, Poyanawa, Madija, Manchineri, Apolima Arara, Jaminawa, Kaxinawa, Nawa, Nukini, Yawanawa, Apolima, Kaxarari, Shanenawa e Arara) traçam um breve relato da história indígena acreana.
Hoje, no Brasil os indígenas vêm conquistando cada vez mais espaço na sociedade, a pesar de serem vistos ora de forma preconceituosa, ora de forma idealizada. Contudo, é importante frisar que o índio brasileiro vem para as cidades em busca de melhoria, mais não deixa de ser índio. Nesse sentido, eles como cidadão brasileiro lutam por uma vida digna, e assim vão ocupando espaços dentro da sociedade, como é o caso Zeca pataxó nomeado Secretário Municipal Extraordinário de Desenvolvimento do Município de Santa Cruz Cabrália,( no saite índios on line).O acre foi o primeiro estado Brasileiro a nomear um índios como secretario de estado (Francisco Bianko,da etnia Ashaninka).

Verônica Rodrigues Lopes.